sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ENTREVISTA SOBRE RELACIONAMENTOS VIRTUAIS - PROGRAMA DESTAQUE - 10.08.2009

PROGRAMA DESTAQUE - REDE MASSA - TV TIBAGI - SBT
ENTREVISTADORA: Fernanda Leone
10 de agosto de 2009

ENTREVISTA SOBRE BULLYING - VIA UNIPAR - 11.11.2010

ENTREVISTADOS: Taís S. dos Santos (Acadêmica do Curso de Psicologia da Unipar, Campus Umuarama/PR) e Prof. Dr. Jorge Vieira (Filósofo e Prof. do curso de Psicologia da Unipar, Campus Umuarama/PR).
ENTREVISTADORA: Marcela Lopes
TEMA: Bullying
PROGRAMA VIA UNIPAR
11 de novembro de 2010

Parte 1

Parte 2

Parte 3

ENTREVISTA EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS ESPECIAIS - PROGRAMA DESTAQUE - 2010

PROGRAMA DESTAQUE - REDE MASSA - TV TIBAGI - SBT
ENTREVISTADAS: Profa. Eunice e Tânia Inês da Escola Especial Dinâmica de Maringá e Psicóloga Fernanda.
ENTREVISTADORA: Fernanda Leone
2010

ENTREVISTA SOBRE MERCADO INFORMAL

PROGRAMA DESTAQUE - REDE MASSA - TV TIBAGI - SBT
Entrevistadas: Aline Andressa Martinez Mello, Caroline Pelegrine Dambrós e Marina Meneguetti Vaccaro (Acadêmicas do curso de Psicologia da Universidade Estadual de Maringá/PR) e Eu.
ENTREVISTADORA: Fernanda Leone
14 de dezembro de 2009

ENTREVISTA SOBRE MEDO - PROGRAMA DESTAQUE - 14.11.2009

PROGRAMA DESTAQUE - REDE MASSA - TV TIBAGI - SBT
ENTREVISTADORA: Fernanda Leone
14 de setembro de 2009

sábado, 13 de novembro de 2010

ENTREVISTA SOBRE SEPARAÇÃO - PROGRAMA VIA UNIPAR - 04.11.2010

PROGRAMA VIA UNIPAR - TV+ UNIPAR
UNIVERSIDADE PARANAENSE - UMUARAMA/PR
ENTREVISTADA: Sylvia Mara Pires de Freitas
ENTREVISTADORA: Marcela Lopes
04 de novembro de 2010

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOLOGIA FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIAL - UNIPAR - Campus Umuarama/PR



INÍCIO: 18 de março de 2011 - 30 VAGAS

PÚBLICO ALVO: Destinado a portadores de diploma de curso superior em Psicologia.

CORPO DOCENTE:
André Roberto Ribeiro Torres - Mestre
Daniela Ribeiro Schneider - Doutora
Fabíola Freire Saraiva Melo - Doutora
Henriette Tognetti Penha Morato - Pós-doutora
Jorge Antonio Vieira - Doutor
José Paulo Giovanetti - Pós-doutor
Juliana Vendruscolo - Doutora
Luiz José Veríssimo - Doutor
Paulo Evangelista - Mestre
Sylvia Mara Pires de Freitas - Mestre
Vanessa Maichin - Mestre
Zuleica Pretto - Mestre

DISCIPLINAS (Ordem alfabética)

Fundamentos Filosóficos Existenciais - 30 horas
Fundamentos da Fenomenologia - 15 horas
Gênese e Formação de Grupos - 15 horas

História da Fenomenologia e do Existencialismo - 15 horas
Metodologia de Pesquisa Científica em Psicologia - 30 horas
Oficinas de Criatividade - 15 horas
Plantão Psicológico - 15 horas
Psicodiagnóstico Interventivo - 15 horas
Psicologia da Saúde - 15 horas
Psicologia dos Afetos - 15 horas
Psicologia e Políticas Públicas - 30 horas
Psicologia nas Relações de Aprendizagem - 30 horas
Psicologia no Contexto Comunitário - 30 horas
Psicologia no Contexto das Relações de Trabalho - 30 horas
Psicopatologia Fenomenológica - 30 horas
Psicoterapia Infantil - 15 horas
Psicoterapia de Adultos e Terceira Idade - 15 horas
Psicoterapia de Grupos - 30 horas

Carga horária total: 390 horas


INFORMAÇÕES:
syl@unipar.br
clauperpetuo@unipar.br
especializacao-umu@unipar.br

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Trecho do discurso do Barack Obama sobre religião e política por ocasião das eleições presidenciais nos EUA.

Lúcido, abarcando a diversidade religiosa que legitima um Estado laico e levantando uma grande questão que atualmente espanta muitos de nós brasileiros diante as Eleições Presidenciais 2010: a utilização da religião(?!) e da fé(?!) como arma de ataque!!!!!!!!!!!!!

Falamos tanto em democracia, diversidades, inclusão social, temas que compõem o discurso, de certa maneira, original da maioria dos candidatos, mas que, por ignorância e má-fé faz com que não tenham escrúpulos em usar a religião como arma. Será que a fala de Obama teria espaço no nosso país?

Não sou envolvida com alguma religião, mas posso dizer que tento expressar minha religiosidade através de minhas atitudes que buscam respeitar o Outro, assim como gosto de ser respeitada. Sabe-se que contra fé não há argumentos, respeita-se, até pelo pluralismo de credos que não faz com que um homem seja mais ou menos digno que outro, mas o uso de qualquer crença, seja para agredir, ridicularizar, excluir, menosprezar, inferiorizar enfim, desrespeitar o próximo, é no mínimo um desrespeito com a própria religião que é usada como arma de manipulação dos menos esclarecidos.

Basta de hipocrisia e má-fé!!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ESCOLA ESPECIAL DINÂMICA - NOITE DO PIJAMA TEMÁTICA - OUTUBRO 2010



"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos [...]" (DeclaraçãoUniversal dos Direitos Humanos, Art. 1, 1948)

ESCOLA DINÂMICA - NOITE DO PIJAMA TEMÁTICA - OUTUBRO 2010








" Quando perdermos o privilégio de sermos diferentes, perdemos o privilégio de sermos livres". (Anônimo)

ESCOLA DINÂMICA - NOITE DO PIJAMA TEMÁTICA - Lucas como DJ


"Em qualquer circunstância existe 'possibilidades infinitas´". (Anônimo)

ESCOLA DINÂMICA - NOITE DO PIJAMA TEMÁTICA - Lucas como Menino Maluquinho


"Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário". (Albert Einstein)

ESCOLA DINÂMICA - NOITE DO PIJAMA TEMÁTICA - Como Shrek




"Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças". (Mantoan)

sábado, 16 de outubro de 2010

Uma análise ponderada, fundamentada e sem sensacionalismo, sobre as Eleições Presidenciais 2010.

Por Mariana Cassab
Profa. da Faculdade de Educação da UFRJ
Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2010

"Prezados alunos até o momento procurei não me posicionar explicitamente quanto às eleições presidenciais, mesmo que avalie que o espaço de formação docente é um espaço de formação política e de que não existe neutralidade. Infelizmente frente à possibilidade do candidato do PSDB retornar ao poder, muito angariado por uma mídia elitista, conservadora e manipuladora (como é o caso da Rede Globo, Revista Veja, Folha de São Paulo e Estadão) não é possível manter-me imparcial. Mesmo que alguns não se alinhem com o governo do PT e que tenham críticas em relação a sua gestão (o que é legítimo), peço que ponderem e se informem acerca do que significará para o Brasil uma retomada do governo PSDB. Penso que um bom caminho para isso é que se faça uma cuidadosa comparação em relação às duas gestões. Minha intenção nesta carta é exatamente essa, comparar dois projetos de sociedade, que a meu ver são muito distintos. Vejamos então:
1) No governo PT foram criadas 214 Institutos Federais Tecnológicos, 10 novas universidades e 45 extensões universitárias. Encampou políticas de contratação de professores e outros funcionários efetivos. Para se ter uma ideia, quando comecei a trabalhar na universidade, em 2004, 60% do Departamento de Didática da Faculdade de Educação da UFRJ era de professores substitutos. Hoje o quadro é totalmente diferente. Houve também, aumento salarial e mais verbas voltadas ao incentivo à pesquisa científica (leiam este artigo publicado na Nature
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17002). Já o governo PSDB desestruturou as universidades públicas. FHC não criou nenhuma universidade, extensão e nem IFES, além de abandonar as instituições federais de ensino existentes. Não foram realizados concursos durante os oito anos de sua gestão. Não houve aumento real do salário de docentes e outros servidores. Não houve incentivo à pesquisa e à extensão e nem bolsas de auxílio estudantil. Eram poucos os professores efetivos e muitos foram estimulados a se aposentar em função das reformas na previdência encaminhadas, ocasionando uma revoada de professores para a iniciativa privada. Perdemos 1/3 dos doutores e mestres que demoram anos para serem formados (http://www.youtube.com/watch?v=wZ8DTdVJ-1k). No caso da UFRJ empossou um interventor como reitor. Neste endereço http://cynthiasemiramis.org/2010/08/17/lembrancas-vida-universitaria-no-governo-fhc/ , a autora faz um relato do que era a universidade na era FHC, meus atuais alunos não estavam ainda na UFRJ, mas é preciso que saibam e perpetuem esta memória. Vale também ler o manifesto dos reitores a favor da política atual: (http://www.uftm.edu.br/upload/noticias/Manifesto_Reitores_22.9.10.pdf) A gestão Serra, no governo de São Paulo, em relação à educação não foi diferente. Tratou os professores em greve com bomba de gás lacrimogêneo. (http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/governo-serra-enfrenta-greve-dos-professores-com-prisao-e-censura.html). O campus da USP foi invadido pela polícia, fato que só aconteceu durante a ditadura militar.
2) No Governo Lula o salário mínimo passou de R$ 200, para R$ 510, um aumento de 155% e aumento real de 53% acima da inflação. Nos governos FHC, o reajuste real acumulado do salário foi de 27,7%, nos governos Lula foi de 71,9 % - antes disso a década de 50 foi a única em que o SM teve ganho real. (
http://www.dieese.org.br/esp/notatec86SALARIOMINIMO2010.pdf e Tabelas e gráficos do Salário Mínimo Real desde 1940 http://www.dieese.org.br/esp/salmin/tabela.zip - fonte: http://juanitocaminero.blogspot.com/2010/10/tres-razoes-de-porque-voto-na-dilma-com.html). Foram 11 milhões de empregos formais criados. O governo FHC criou, em oito anos, apenas 780 mil. Foram R$524 bilhões em investimentos em infra-estrutura, enquanto que na gestão anterior não houve nenhuma espécie de investimento. A política era de privatização e Estado mínimo. Início do governo PSDB a dívida pública representava 38% do PIB, ao final passou para 78%. A carga tributária que era de 27% , passou para 38%. (http://www.youtube.com/watch?v=wZ8DTdVJ-1k).
3) Houve uma significativa distribuição de renda. Nítido aumento da capacidade de consumo da população através de mecanismos de transferência de renda. Ai me refiro a bens básicos. 23 milhões saíram da linha da miséria. Transcrevo a informação obtida no endereço
http://juanitocaminero.blogspot.com/2010/10/tres-razoes-de-porque-voto-na-dilma-com.html : “Fazem parte dessa estratégia o Bolsa família, o aumento do Salário Mínimo, o subsídio à habitação, ao crédito para agricultura familiar, financiamento de implantação de bens de consumo coletivo (como o saneamento). Aliás, a distribuição de renda não é só por estratos sócio-econômicos, mas é também uma estratégia de distribuição da renda no território. Há uma centena de programas que transferem recursos para os municípios interessados em implementar os programas federais. (Assim, há mais controle e coordenação das políticas.) Os dados mais fáceis de acessar são os da melhora na distribuição de renda: o índice de Gini subiu 17%, a renda dos 10% mais pobres cresceu 72%, a dos 10% mais ricos, cresceu apenas 11,2%, o percentual da população abaixo da linha de pobreza caiu de 26% para 14% no governo Lula. Há muitos dados Sobre diminuição da Miséria em: http://www.fgv.br/cps/Pesquisas/miseria_queda_grafico_clicavel/FLASH/ e nos links sugeridos”. 7.200.000 pessoas no campo foram beneficiadas com energia elétrica (durante o governo FHC foram 2.700 pessoas). Foram construídas 4,5 bilhões de habitações populares (no governo FHC, 1,7 bilhões). 12, 5 bilhões foram investidos na agricultura familiar através do PRONAF (no governo FHC apenas 2,5 bilhões). Neste endereço há inúmeros dados comparativos entre as duas gestões: http://lulavsfhc.tumblr.com/ ; http://ilustrebob.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Colocando-na-balanca.7a-low-res.jpg; mesmo assim, se vocês ainda não se sentem seguros em relação ao voto em Dilma, - mesmo frente a números tão expressivos que significam muito mais do que números, mas melhorias especialmente para a vida dos trabalhadores e projetos distintos de Brasil -, talvez muito em função dos escândalos relacionados à gestão PT, peço que examinem com cuidado as denúncias de corrupção atribuídas ao governo Lula (exemplo de onde encontrar notícia sobre o assunto: http://www.sejaditaverdade.net/blog2/?p=2182&sms_ss=facebook&at_xt=4ca92deb77d6691b%2C0 ). De preferência dando pouca credibilidade aos meios de comunicação que citei acima. Hoje a internet integra uma rede de sites e blogs muito interessante e diversa e não comprometida com um pequeno grupo de famílias poderosas. Caso estas sejam novas para vocês, é muito importante que passem a conhecer e divulgar (alguns exemplos que conheço são: a) http://www.cartacapital.com.br/ ; b) http://www.viomundo.com.br/ ; c) www.brasildefato.com.br ; d) http://www.conversaafiada.com.br/ ; e) www.cartamaior.com.br e f) http://muitasbocasnotrombone.blogspot.com/). Não podemos esquecer que o PT e o presidente Lula não governam este país sozinho. Para garantir a governabilidade, infelizmente, é preciso fazer algum tipo de concessão (claro que há limites nisso) a partidos e políticos duvidáveis. Não vamos esquecer que o governo se dá nos três poderes (executivo, legislativo e judiciário) e que a questão da corrupção é estrutural e não seria abolida de nossa cultura política em apenas oito anos de gestão. É preciso examinar criticamente a campanha que o candidato do PSDB faz como o “político do bem”. Neste endereço (http://www.consciencia.net/corrupcao/documentos/fhc-45escandalos.html) há uma lista de 45 escândalos relacionados à gestão PSDB. É função do governo garantir que as instâncias responsáveis tenham poder e autonomia para coibir atos de corrupção e punir, o que o governo do PT tem sido bem mais efetivo se comparado à gestão anterior. A polícia federal, por exemplo, efetuou 3000 prisões na gestão PT, contra 80 na FHC. Enfim, aqui discorri sobre alguns dos pontos que me fazem ter a absoluta certeza em relação ao meu voto em Dilma Rousseff, no dia 31 de outubro (o cineasta Jorge Furtado disserta neste artigo sobre dez falsos motivos para não votar em Dilma http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado/dez-falsas-raz%C3%B5es-para-n%C3%A3o-votar-na-dilma. Vale ler).
Críticas ao governo do PT devem ser feitas. Mas dentre elas é impertinente dizer que Dilma e Serra, PT e PSDB, são as mesmas coisas. Como acabo de mostrar acima, existem evidentes diferenças entre eles. Nosso voto significa um posicionamento em relação a estas diferenças. Como futuros professores que são, espero que se posicionem ao lado dos trabalhadores, ao lado da universidade pública, ao lado da educação de qualidade e do respeito aos seus profissionais, ao lado de Dilma para presidente do Brasil. "

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eleições presidenciais 2010: em leilão, os ovários das mulheres! (Fátima Oliveira*)


Publicado: 13/10/2010 por Revista Espaço Acadêmico

“Isso aqui”, o Brasil, não é um colônia religiosa, não é um Reino e nem um Império, é uma República! Dado o clima do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, parece que as urnas vão parir uma Rainha ou um Rei de Sabá, uma Imperatriz ou um Imperador, que tudo pode, manda em tudo e que suas vontades e ideias, automática e obrigatoriamente, viram lei! Não é bem assim…

Bastam dois neurônios íntegros para nos darmos conta que o macabro leilão de ovários (com os ovários de todas as brasileiras!), em que o aborto virou cortina de fumaça, objetiva encobrir o discurso necessário para o povo brasileiro do que significa, timtim por timtim, eleger Dilma ou Serra.

No tema do aborto a tendência mundial é, no mínimo, o aumento dos permissivos legais, que no Brasil são dois, desde 1940: gravidez resultante de estupro e risco de vida da gestante. Pontuando que legalização do aborto ou o acesso a um permissivo legal existente não significa jamais a obrigatoriedade de abortar, apenas que a cidadã que dele necessitar não precisa fazê-lo de modo clandestino, praticando desobediência civil e nem arriscando a sua saúde e a sua vida, cabe ao Estado laico e democrático colocar à disposição de suas cidadãs também os meios de acessar um procedimento médico seguro, como o abortamento.

Negá-lo, como tem feito o Brasil, que se gaba de possuir um dos sistemas de saúde mais badalados do mundo que garante acesso universal a TODOS os procedimentos médicos que não estão em fase de experimentação, é imoral, pois quebra o princípio do acesso universal do direito à saúde! Eis os termos éticos para o debate sobre o aborto numa campanha eleitoral. Nem mais e nem menos!

Então, o que estamos assistindo nas discussões do atual processo eleitoral é uma disputa para ver quem é a candidatura mais CAPAZ de desrespeitar os princípios do SUS, pasmem, em nome de Deus, num Estado laico! Ora, quem ocupa a presidência da República pode até ser carola de carteirinha, mas para consumo pessoal e não para impor seus valores para o conjunto da sociedade, pois a República não é sua propriedade privada!

Repito, não podemos esquecer que isso aqui, o Brasil, é uma República que se pauta por valores republicanos a quem todos nós devemos respeito, em decorrência, não custa nada dizer às candidaturas que limitem as demonstrações exacerbadas de carolice ao campo do privado, no recesso dos seus lares e de suas igrejas, pois não estão concorrendo ao governo de um Estado teocrático, como parece que acreditam. Como cidadã, sinto-me desrespeitada com tal postura.

As opções religiosas são direitos pétreos e questões do fórum íntimo das pessoas numa democracia. Jamais o norte legislativo de uma Nação laica, democrática e plural. Para professor uma fé e defendê-la é preciso liberdade de religião, só possível sob a égide do Estado laico, onde o eixo das eleições presidenciais é a escolha de quem a maioria do povo considera mais confiável para trilhar rumo a um país menos miserável, de bem-estar social, uma pátria-mátria para o seu povo.

Ou há pastores/as e padres que insistem em ignorar a realidade? “Chefe religioso” ignorante de que a sua religião necessita das liberdades democráticas como do ar que respiramos, não merece o lugar que ocupa, cabendo aos seus fiéis destituí-los do cargo, aí sim em nome de Deus, amém!

O leilão de ovários em curso resulta de vigarices e pastorices deslavadas, de má-fé e falta de escrúpulos que manipulam crenças religiosas de gente de boa-fé para enganá-las, como a uma manada de vaquinhas de presépio, vaquejadas por uma Madre Não Sei das Quantas, cristã caridosa e reacionária disfarçada de santa, exemplar perfeito de que pessoas desse naipe só a miséria gera. Num mundo sem miséria, madres lobas em pele de cordeiro são desnecessárias e dispensáveis. É pra lá que queremos ir e o leilão de ovários quer impedir!

Quem porta uma gota de lucidez tem o dever, moral e político, de não permitir que a escória fundamentalista de qualquer religião, que faz da religião um balcão de negociatas que vende Deus, pratica pedofilia e fica impune e ainda tem a cara de pau de defender a impunidade para pedófilos e os acoberta desde os tempos mais remotos, nos engabele e ande por aí com uma bandeja de ovários transformando a escolha de quem presidirá a República num plebiscito pra definir quem tem mais mão de ferro pra mandar mais no território do corpo feminino!

Cadê a moral dessa gente desregrada para querer ditar normas de comportamento segundo a sua fé religiosa para o conjunto da sociedade, como se o Brasil fosse a sua “comunidade religiosa”? Ora, qualquer denominação religiosa em terras brasileiras está também obrigada ao cumprimento das leis nacionais, ou não? Logo o que certas multinacionais da religião fizeram no processo eleitoral 2010 tem nome, chama-se ingerência estrangeira na soberania nacional. E vamos permitir sem dar um pio?

Diante dessa juquira (brotação da mata pós-desmatamento), onde só medrou urtiga e cansanção, cito Brizola, que estava coberto de razão quando disse: “O Brasil é um país sem sorte”, pois em pleno Século 21 conta com candidaturas presidenciais (não sobra uma, minha gente!) reféns dos setores mais arcaicos e feudais de algumas religiões mercantilistas de Deus.

É hora de dar um trato ecológico na juquira que empana os ideais e princípios republicanos, fora dos ditames da “moderna” agenda verde financeira neoliberal da “nova política”, que no Brasil é infectada de carcomidas figuras, que bem sabemos de onde vieram e pra onde vão, se o sonho é fazer do Brasil um jardim de cidadania, similar ao que Cecília Meireles tão lindamente poetou.

“Quem me compra um jardim com flores?/ borboletas de muitas cores,/ lavadeiras e passarinhos,/ ovos verdes e azuis nos ninhos?/ Quem me compra este caracol?/ Quem me compra um raio de sol?/ Um lagarto entre o muro e a hera,/ uma estátua da Primavera?/ Quem me compra este formigueiro?/ E este sapo, que é jardineiro?/ E a cigarra e a sua canção?/ E o grilinho dentro do chão?/ (Este é meu leilão!)” [Leilão de Jardim, Cecília Meireles].

Em 2010 em nosso país o que está em jogo é também a luta por uma democracia que se guie pela deferência à liberdade reprodutiva e que considere a maternidade voluntária um valor moral, político e ético, logo respeita e apoia as decisões reprodutivas das mulheres, independente da fé que professam. Nada a ver com a escolha de quem vai mandar mais no território dos corpos das mulheres! Então, xô, tirem as mãos dos nossos ovários!

E-mail: fatimaoliveira@ig.com.br

* Fátima Oliveira é médica e escritora. Feminista. Integra o Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) e o Conselho Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC). Escreve uma coluna semanal no jornal O Tempo (BH, MG), desde 3 de abril de 2002. Uma das 52 brasileiras indicadas ao Nobel da Paz 2005, pelo projeto 1000 Mulheres para o Nobel da Paz 2005.

Autora dos seguintes livros de divulgação e popularização da ciência: Engenharia genética: o sétimo dia da criação (Moderna, 1995 – 14a. impressão, atualizada em 2004); Bioética: uma face da cidadania (Moderna, 1997 – 8a. impressão atualizada, 2004); Oficinas Mulher Negra e Saúde (Mazza Edições, 1998); Transgênicos: o direito de saber e a liberdade de escolher (Mazza Edições, 2000); O estado da arte da Reprodução Humana Assistida em 2002 e Clonagem e manipulação genética humana: mitos, realidade, perspectivas e delírios (CNDM/MJ, 2002); Saúde da população Negra, Brasil 2001 (OMS-OPS, 2002).

Autora dos seguintes romances: A hora do Angelus (Mazza Edições, 2005); Reencontros na travessia: a tradição das carpideiras (Mazza Edições, 2008); e Então, deixa chover (no prelo).

Belo Horizonte, 07 de outubro de 2010.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

LOVE IS IN THE AIR......

Fiquei sabendo que nesta hora o Lucas estava pedindo a Rebeca em casamento..... Em casa disse a ele que para casar era preciso estudar e trabalhar... daí veio a resposta:
"Mãe, eu tenho meu 'oinc oinc' "... Descobri que referia-se ao seu cofrinho....

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Prêmio de Publicidade

Empatia.... Comunhão... Solidariedade... a ausência destas atitudes pode ser a doença do século.
Será que só na "inocência" que encontramos tais atitudes? Podemos também escolhê-las de maneira consciente...


EL CHUPETE - Prêmio de Publicidade do Festival Internacional de Comunicação Infantil

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Esboço para uma teoria das emoções (SARTRE, 1939)

"Somos responsáveis por nossas emoções, visto que há maneiras que escolhemos para reagir frente ao mundo. Somos também responsáveis pelos traços duradouros da nossa própria personalidade. Não podemos dizer 'sou tímido', como se isto fosse um fato imutável, uma vez que nossa timidez representa a forma como agimos, e que podemos escolher agir diferentemente. Nossos atos nos definem. Na vida, o homem se compromete, desenha seu próprio retrato e não há mais nada senão esse retrato. Nossas ilusões e imaginação a nosso respeito, sobre o que poderíamos ter sido, são decepções auto-infligidas. Permanentemente estamos a nos fazer do modo que somos. Uma pessoa 'corajosa' é simplesmente alguém que geralmente age com bravura. Cada ato contribui para nos definir como somos, e em qualquer momento podemos começar a agir de modo diferente e desenhar um retrato diferente de nós mesmos.Há sempre uma possibilidade de mudança, de começar a fazer um tipo diferente de escolha. Temos o poder de nos transformar indefinidamente..."

sábado, 4 de setembro de 2010

TEMPLE GRANDIN


A vida da famosa PhD. Temple Grandin, engenheira e especialista em comportamento animal, escritora e cientista, não nos chamaria tanto a atenção se ela não tivesse sido diagnosticada, aos 3 anos, como autista.
A cinebiografia dessa mulher que superou seus limites e os preconceitos de uma sociedade que ainda olha o diferente com estranhamento e preconceito, foi realizada pela HBO (2010), recebendo o maior número de Emmy, dentre eles como o melhor filme para a televisão.
Exemplos de coragem, superações e sucesso e uma lição para todos nós. Confiram!!!!


CENAS DO FILME
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domingo, 8 de agosto de 2010

Exemplo de Acolhimento - Filme A GAROTA IDEAL (Craig Gillespie, 2007, EUA)

Indicado por uma aluna, acabei de assistir o filme
A GAROTA IDEAL. É considerado também como comédia, mas impossível vivenciá-lo como tal. O drama, com direção de Craig Gillespie e roteiro de Nancy Oliver, traz como protagonista Ryan Gosling , no papel de Lars Lindstrom, um jovem retraído e com diagnóstico de Transtorno Delirante.
Mas não é tanto para o transtorno de Lars que o filme nos chama a atenção. Através da leveza e sensibilidade do roteiro, temos uma lição sobre o que é o acolhimento, a solidariedade e a aceitação do outro. Tais atitudes dos que o cercam, tornam-se os remédios para Lars encontrar-se com um mundo que antes lhe parecia ameaçador. Não deixem de assistir!!!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Projeto de perfeição x Incapacidade de lidar com frustração = Educação sem limites!!



Agência: McCann Erickson
Diretores de Criação: Marco Cremona, Gaetano Del Pizzo
Redação: Valerio Delle Foglie
Diretor de Arte: Federico Fanti
Fotógrafo: Lipphot Akim


A assinatura do Presidente Lula, no último dia 14 de julho, do Projeto de Lei que acrescenta ao ECA, o Artigo 17-A, concedendo as crianças e aos adolescentes “o direito de serem cuidados e educados pelos pais ou responsáveis sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante”, incluindo também como castigo corporal, as famosas palmadas, virou uma grande polêmica, incomodando, inclusive os pais, que sentiram-se invadidos na maneira como criar seus filhos. Mas não é sobre as palmadas que quero enfatizar, pois este assunto já mexeu com muita gente.
Meu intento é falar um pouco de um tipo de educação que pode deixar sequelas tão quanto a agressão física, mas que, por estar fundamentada numa "moral do bem" passa imaculada aos olhos de muitos.
Com os valores contemporâneos que colocam o perfeccionismo como ícone do processo de inclusão social e econômico, muitos pais, com a "boa intenção" de fazer de seus filhos um objeto de admiração e orgulho, esquecem que esses não são extensões deles. Os projetos que criamos para nossos filhos, por vezes, são tão difícieis para eles seguirem que geram males ao seu bem estar físico e mental.
Podemos observar jovens adultos temerosos em decepcionar os pais em seus projetos, que transferem o pânico do julgamento destes à olhares alheios, muitos desenvolvem fobia social, transtorno do pânico, agorafobia, dentre outros transtornos que podem levá-los a evitar gradativamente o contato social.
Um outro aspecto é a timidez. Em princípio pensamos que uma pessoa tímida tende a possuir uma baixa auto-estima, mas na verdade, algumas pessoas com esta característica possuem um Eu tão idealizado que lançam mão da timidez para não arriscarem fracassar. Desejam e precisam do sucesso para aprovação. Se há possibilidade de fracassar, não arriscam! Intimidam-se!!
O olhar do outro, enquanto aprovação, torna-se uma meta a ser perseguida. Tão perdidos na procura da aprovação do Outro que perdem-se de si próprios. Por vezes, não sabem mais o que é deles e o que não é. Tendem a viver alienadamente buscando realizar projetos que fizeram para eles.
Os transtornos, as vezes, são até bem vindos, como sinalizadores de que alguma coisa não vai bem, mas com a interiorização do projeto perfeccionista dos pais, muitos têm medo de assumir suas imperfeições, escondendo seus temores e possíveis doenças.
Educação com esse excesso de "zelo" pode criar pessoas interrompidas em seus potenciais, colocando-se tão infantilizadas que não se sentem capazes de dar saídas sozinhas para situações inesperadas. A sensação de desamparo é duplamente vivenciada: por um lado de não serem aceitas e por outro de acharem que não vão conseguir se amparar sozinhas.
Deixo então um alerta para esses pais com "excesso de zelo". Mesmo que nunca tenham dado uma palmada sequer em seus filhos, vocês podem estar "batendo" neles de outra maneira. Busquem se conscientizar que seus filhos não são vocês, que são outras pessoas que, por vezes terão projetos distintos daqueles que um dia vocês sonharam para eles.
Aprendam também a lidar com a frustração, esta será uma boa maneira de respeitar e educar seus filhos. Projetos perfeccionistas não toleram frustações, sendo assim não prevêem limites. Como educar sem incluir os limites? Inclusive a conscientização de seus filhos sobre os limites para aquilo que será impossível conquistarem. Não somos Deuses, logo não somos onipotentes. A perfeição deve ser balizada no melhor que podemos dar (no que nós podemos fazer e não no que o Outro espera de nós!).
Quanto mais idealizado for o projeto do Eu, mais distante estaremos do nosso Eu-real, menos consciência teremos de nossos limites e possibilidades, com isso mais probabilidade de expormo-nos ao fracasso.
Tentem deixá-los crescer, respeitando-os e acolhendo-os em seus projetos que não venham a desrespeitar a dignidade alheia. Só assim eles poderão crescer sendo adultos amadurecidos, cientes de seus limites e possibilidades, com uma boa auto-estima, pois se vocês os aceitam apesar de tudo, eles tenderão a se aceitar também e sentir-se-ão amados. Não crescerão temerosos diante o Outro, poderão criar saídas para situações difícieis e viverão com melhor qualidade, uma vez que sentir-se-ão realizados em suas potencialidades.
Como um filho pode se sentir amado se para conquistar esse amor, somente se for o que ele não é, ou seja, alguém acima de sua condição humana?
O projeto do filho perfeito só tende a incutir um vazio maior nos filhos e cada vez mais o "buraco" aumenta quando percebem que tal intento é inalcançável!! E as drogas, as compulsões pela comida e pelo consumo, a anorexia, a bulimia são também algumas das saídas que estão aí para preencher este vazio!!
Algum dia você já disse para seu filho que, ao tirar um 10,0 em alguma matéria, ele não fez mais do que a obrigação dele, haja vista que ele só estuda? Quando ele será reconhecido por este sucesso? Qual o limite para ele ser reconhecido por vocês? Será que algum dia ele descobrirá? Ou melhor, vocês pais, permitirão que ele saiba quando ficarão satisfeitos com ele? O céu é o limite? Olha o "buraco" sendo implantado aí....
Como diz o slogan acima: Certas coisas perduram para sempre... e que sejam o acolhimento, a aceitação, o amparo e o respeito pelos seus filhos!! Isto os dignificarão e eles terão muito orgulho de ter pais que os aceitam... como eles são!!!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Lendas da internet: verdadeiro ou falso?

Olá pessoal!!

Para não compactuarmos, alienadamente, repassando aquele e-mail cujo conteúdo pode ser um boato, aumentando a proliferação desse vírus social, vamos ser mais cautelosos e verificar a veracidade ou não do seu conteúdo antes de redirecioná-lo.
Seguem abaixo, dois links de páginas que podem ajudar a desmistificar os conteúdos desses tipos de e-mails:

http://www.e-farsas.com/
http://www.quatrocantos.com/lendas/

sábado, 24 de julho de 2010

Chimamanda Adichie: O perigo da história única.

"Se você ainda não tinha ouvido falar do TED não se preocupe, a Leia Brasil te apresenta agora. A TED é uma conferência anual que reúne os mais importantes pensadores do mundo que são desafiados a fazerem a melhor apresentação de suas vidas em 18 minutos. No TED.com eles disponibilizam, de graça, as melhores apresentações e performances sobre vários temas, que vão de tecnologia e entretenimento a design, negócios, ciência e cultura.
Personalidades como o político Al Gore, a escritora Isabel Allende e o pop star Bono Vox já passaram por lá, mas graças a dica da professora Susan Blum, uma velha amiga da Leia Brasil, um nome em especial nos chamou a atenção. Estamos falando da participação da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie.
Para quem não conhece um breve histórico: Chimamanda mudou-se para os Estados Unidos com 19 anos para fazer faculdade, seu primeiro romance Hibisco Roxo foi publicado em 2003 e, em 2006, com a publicação de Meio sol amarelo a escritora foi agraciada com o prêmio Orange Prize de melhor ficção.
Em sua palestra Chimamanda Adiche fala sobre o perigo das histórias únicas e de como um único olhar sobre uma pessoa, um povo ou uma cultura é limitador e gera esterótipos difíceis de serem superados. Não deixe de ver."
Fonte:
http://www.leiabrasil.org.br/blog/index.php/2010/02/05/chimamanda-adichie-o-perigo-da-historia-unica/

Abaixo, segue a palestra de Chimamanda em duas partes. Chamo a atenção para as falas da escritora que servem também para pensarmos sobre as guerras, as teorias, as religiões, a política e todos os demais contextos que são contados em uma única história.

Chimamanda Adichie: O perigo da história única (Parte 1)

Chimamanda Adichie: O perigo da história única (Parte 2)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Vocês já se perceberam envolvidos em situação igual ou similar a descrita abaixo?

"Eles estão jogando o jogo deles.
Eles estão jogando de não jogar um jogo.
Se eu lhes mostrar que eu vejo tal qual eles estão,
quebrarei as regras do seu jogo
e receberei a sua punição.
O que eu devo, pois, é jogar o jogo deles,
o jogo de não ver o jogo que eles jogam".

terça-feira, 20 de julho de 2010

Comemora-se hoje Dia Internacional da Amizade

"Comemora-se hoje, 20 de Julho, o Dia Internacional da Amizade ou do Amigo, fruto da iniciativa aguerrida do argentino Enrique Ernesto Febbraro, dentista, professor e músico, que levou décadas para alcançar o seu objectivo.
Reza a história que logo depois de terminada a II Guerra Mundial, em 1945, Febbraro tentou estabelecer com Organização das Nações Unidas (ONU) a criação de um dia dedicado à amizade.
No entanto, a origem do Dia Internacional da Amizade é controversa, isto é, ninguém sabe ao certo como foi que surgiu a ideia de se criar um dia especialmente dedicado aos amigos.
Segundo histórias contadas, esse dentista, entusiasmado com a corrida espacial que estava a todo vapor na década de 60, decidiu prestar uma homenagem a toda a humanidade pelos seus esforços em estabelecer vínculos para além do planeta Terra.
Durante um ano, Febbaro teria divulgado o seguinte lema: Meu amigo é meu mestre, meu discípulo é meu companheiro".
Algum tempo depois, com a chegada do homem à Lua, em 20 de Julho de 1969, ele escolheu esta data para fazer uma festa dedicada à amizade.
A história diz ainda que a comemoração tornou-se oficial em Buenos Aires, capital da Argentina, em 1979, e, com o tempo, acabou sendo adoptada em outras partes do mundo.
A célebre frase do astronauta norte-americano Neil Armstrong: "um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade", foi interpretada, assim como a busca por um mundo sem fronteiras, onde a união dos povos, independente de raças, ideologias ou religiões, seria fundamental para a conquista dos objectivos.
Com muita insistência, Febbraro conseguiu que, primeiro a Argentina (em 1979) e depois a ONU (em 1985), reconhecessem a data em seus respectivos calendários. A conquista do professor argentino lhe rendeu indicações ao Prêmio Nobel da Paz.
No mundo, porém, mais 100 países já abraçaram a ideia e seus povos comemoram o Dia Internacional da Amizade na mesma data, 20 de Julho.
Assim como todas as datas especiais merecem comemorações, com o Dia da Amizade não poderia ser diferente.
A amizade é muito importante, pois nos momentos mais difíceis são os amigos que nos ajudam. Muitas vezes estamos longe dos parentes e precisamos contar com os amigos que conquistamos."

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/sociedade/2010/6/29/Comemora-hoje-Dia-Internacional-Amizade,3c8ef449-50de-4c40-b969-8cdd78ee9059.html

Nesta data, também devemos nos lembrar dos "inimigos", pois estes representam para nós o fracasso do nosso ideal de amigo. Se assim não fosse, seriam indiferentes para nós!!!
Sendo assim, agradeço aos meus amigos o presente de suas amizades e aos inimigos, desejo vida longa, para que um dia consiga aceitá-los com suas diferenças!!!!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

POEMA SOLIDÃO (Não é do Chico Buarque!!)

O poema abaixo circula na internet dando a autoria a Chico Buarque, mas o verdadeiro autor, ou seja, autora, é Fátima Irene Pinto e consta em seu livro "Palavras Para Entorpecer o Coração".

"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe as vezes, para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio.
Tampouco é a pausa involuntária que o destino nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida...
Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância.
Solidão é muito mais que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão, pela nossa Alma!"

domingo, 18 de julho de 2010

Os (des)encontros nas relações amorosas

Ontem assisti dois filmes, típicos comédia romântica americana, um deles é o A Verdade Nua e Crua (The Ugly Truth), com direção de Robert Luketic, o outro, Ele não está tão a fim de você (He's Just Not That Into You), de Ken Kwapis, ambos lançados em 2009 e focam a questão, em princípio contraditória, dos sentidos atribuídos às relações amorosas e ao casamento, pelos homens e pelas mulheres.

Enquanto assistia, percebi-me num revive de quando adolescente (final da década de 70), com todas aquelas crises existenciais bem típicas das adolescentes daquela(?) época. Questões como: "Será que posso revelar que gosto dele? E se ele souber, será que vai me querer? Vou então pedir à uma amiga para sondar de quem ele está a fim, daí não corro o risco.... (Depois já namorando...) Será que posso ligar prá ele, sem que ache que sou fácil? (Depois de um bom tempo de namoro...) Será que vamos casar?", eram frequentes nos assombrar quando estávamos a fim de um rapaz ou mesmo já namorando.

No entanto, percebo que, quase 30 anos mais tarde, tais crises ainda continuam presentes, mesmo que sob outras roupagens, e ainda acho que isso será ad eternum enquanto existirem homens e mulheres.

Pode parecer um tanto démodé querer reacender as questões da guerra entre os sexos, da época em que a mulher viu-se emancipada das garras dos homens e os toma como rivais, mas ainda os deseja e tem medo de como eles acolherão o seu afeto. Bem como do homem que se depara com uma mulher mais autônoma, segura e atuante, mas que se relaciona com ela querendo que não seja tão espontânea com seus desejos. Olha minhas amigas e meus amigos, acho que esta mudança ocupou um bom espaço no mundo do trabalho, mas no campo afetivo ainda estamos meio perdidos quanto a nossa liberdade e autonomia...

Nos dois filmes, em princípio, os lugares dados às mulheres é o do desejo pelo compromisso sério e do casamento e ao homem, o do desejo erótico e sem compromisso, mas com o passar do filme e com o "aprendizado das mulheres de que não devem demonstrar seus desejos para os homens", conseguem fisgá-los e estes, por sua vez, ficam apaixonados, como se fosse "impossível" viver sem o amor delas (ao contrário do papel inicial dado a eles).

Será que para que o relacionamento amoroso aconteça, haverá sempre a necessidade de ambos caminharem em desencontros? Sem a possibilidade de serem espontâneos para assumirem seus desejos?

A esses fenômenos poderíamos atribuir várias "causas": questões biológicas que diferem ambos, questões culturais de uma sociedade machista, questões econômicas, questões individuais pelo medo de arriscar-se, enfim....acredito que conhecer as causas não é o mais importante, mas sim ter consciência do que fazemos com nossas relações.

No entanto, acredito também que outras questões são gritantes: a dificuldade que temos de reconhecer que necessitamos do Outro para nos sentirmos amados e a dificuldade de reconhecermos essa necessidade como algo bom, revigorante, necessário para construirmos projetos em comum, que sozinhos não conseguimos e também a dificuldade de entendermos que há possibilidade da superação dos conflitos na própria relação, sem precisarmos querer alguém já pronto.

Parece vergonhoso dizer que gostamos de alguém, que queremos construir com ele(a) uma vida em comum (respeitando-se, claro as individualidades). Tendemos a nos sentir fragilizados e rendidos quando estamos amando, ao invés de fortalecidos e felizes. Sempre ao lado do amor ronda o fantasma do medo da perda. Paradoxo? Sim, claro!!! Mas, muitas das vezes o medo da perda antecede a auto-permissão para amar....daí, tendemos, para não deixar "na mão" do Outro o desprezo, a desprezarmos antes...

Nem sempre seremos amados, mas diante a temática do relacionamento amoroso, algumas outras questões surgem:

- O que nos faz amar (ou continuarmos amando) quem não nos ama? Seria não desistirmos do nosso projeto ideal para com essa pessoa? Desistir do NOSSO projeto faria com que desistíssemos dele(a) também!!! E porque insistimos em manter nosso projeto (somente nosso) com o Outro? Dificuldade de aceitar que o Outro não quer compactuar conosco? Medo de não encontrar outra pessoa?

- Para uma mulher conquistar um homem, precisaria ela não demonstrar interesse por ele? Ou ao contrário, ir com tanta "sede ao pote", o assustando com sua voracidade? Homens!!! Qual seria o meio-termo???? Muitas mulheres até pagariam por essa dica!!!!!

- É vergonhoso para um homem dizer que ama uma mulher, que é fiel à ela? Ele somente vai reconhecer e assumir isso quando estiver diante a possibilidade da perda ou já ter perdido? Temos que aprender a valorizar o que temos para ficarmos menos no vazio!!!!

- Porque mulheres tendem a não gostar de homens "bonzinhos, amorosos"? Será que estão tão acostumadas com os "cafajestes" que não conseguem dar valor aos bons, assemelhando-os a "bobinhos"? Cuidado com isso! Vocês podem estar perdendo excelentes companheiros que realmente têm condições de valorizarem vocês!!!!

- É dificil entendermos e assumirmos que precisamos do outro? Que podemos dizer isso sem medo de parecermos ridículas(os) e sentirmo-nos rejeitadas(os)? E se o Outro não retribuir?Estará na sua condição livre para não corresponder. Mas será que aceitamos tal condição alheia e diferente da nossa? Ou desejamos nos expor com a garantia de que nosso projeto seja realizado? Não seria muita pretensão nossa, mesmo que este desejo possa parecer óbvio demais? Se assim o for, justifica-se nosso receio em expor nossos sentimentos...

- É difícil de entendermos que o casamento também dá a segurança de envelhecermos juntos, sem precisarmos nos entupir de butox, fazer não sei quantas lipos para tirar gorduras imperceptíveis aos olhos alheios, correr risco com cirurgias desnecessárias e lançar mão de outros recursos que, por vezes, nos deixam fíisicamente em contradição com nosso tempo de existência neste mundo?

Bem, sabemos que a transcendência de todas as contradições das relações amorosas ainda estão distantes de serem conseguidas, mas deixo aqui minha opinião.: não temos um modelo a seguir, mas ainda aposto no risco de tentarmos mostrar ao Outro o que ele representa para nós.

De uma maneira sensata, sem voracidade ou mesmo receio de como ele(a) vai reagir, pois apesar de estarmos nos revelando, nos expondo, isso não é sinônimo de vulnerabilidade. Se o outro não me corresponde não preciso ficar refém desse desamor. Respeitando-me posso buscar outra pessoa que goste de mim.

Mas para isso, primeiro precisamos ter consciência de que nos permitimos ser amados (não basta somente desejar, temos que nos permitir). Se não, é mais certo que o "dedo podre" entre em ação para detectar aquele(a) que nos fará sofrer bastante (Contradição? Claro que não! Há aqui muita coerência da nossa escolha com a nossa baixa auto-estima).

Uma outra não permissão a ser reconhecida é aquela imposta pelo Outro, que tomo como minha. Já conheci pessoas tão ligadas (para não ser muito imperativa ao dizer aprisionadas) pela sua família de origem que, mesmo desejosas por um relacionamento mais duradouro, não se sentem avalizadas para isso, daí suas escolhas já serem direcionadas para não dar certo a relação.

Segundo, devemos ter consciência do que queremos com o outro, que projeto desejo com a outra pessoa, haja vista que se for só para preencher nosso vazio, se for somente para não ficar sozinha(o), o(a) primeiro(a) que nos acenar com a possibilidade de sairmos desse vazio, será o(a) escolhido(a) e depois de preenchido o vazio não saberemos o que fazer com a relação. Tendo consciência de qual é o nosso projeto com o outro, fica mais fácil identificar aquele(a) que mais se afina com esse, daí descartamos, com maior precisão, a possibilidade da escolha ser feita pelo "dedo podre".

Um outro aspecto é a admiração. Este é um dos sentimentos que sustenta a relação, por isso, tente fazer por onde ser admirado(a), busque invistir em você. Não falo aqui em ser endeusado(a), pois assim a relação estaria fundamentada no ilusório e não no real. Ser admirado(a) vem em decorrência de fazermos as coisas que gostamos, pelo menos dentro das possibilidades, com isso estaremos mais felizes, com uma melhor auto-estima. Mas se isso provocar no outro uma inveja destrutiva, reflita se vale a pena manter a relação, pois você pode ser enfiado num poço de lama, uma vez que seu sucesso será um soco no estômago do(a) outro(a) e ele(a) pode retribuir querendo te menosprezar, principalmente diante seus amigos.

Sinto desiludir alguns, mas achar que somente o amor romântico sustenta a relação é comprar passagem para o fracasso. O amor é expresso em ações que devem estar balizadas no respeito a individualidade alheia e na construção de projetos em comum. Se um casal não tiver projetos afins, cada um andará para um lado e as máximas de que "somos dois em um", "a metade da maçã", que "você é o ar que eu respiro" fará com que o outro fique sem oxigênio, logo "morrerá na relação". Um relacionamento amoroso é composto por duas pessoas diferentes que caminham juntas e que devem se respeitar nas suas individualidades.

E se a construção de alguns projetos é realizado em comum, os compromissos, as escolhas e responsabilidades em comuns devem ser também divididas. Se um só for o culpado já virou relação de poder e competição e neste tipo de relação não há cooperação, um sempre deve perder e se um perde, a relação perde. Aliás, muitos mantêm uma relação para ter em quem despejar suas responsabilidades e culpas, este é o projeto de muitas dessas relações...

Os papéis de mãe e de pai são diferentes do de marido e mulher. Os filhos não podem ser responsáveis por salvar a relação, tampouco de mante-la. Se muitos casais mantêm-se juntos "por causa dos filhos" é bom que assumam isto como projeto seus e não dos filhos. Eles não devem carregar o peso da responsabilidade de uma escolha que não é deles.

A responsabilidade do casal é com sua própria família. Cuidado com culpas geradas por "abandonar" a família de origem em função de ter que cuidar de sua própria. Seus filhos, quando constituírem a deles, também não terão a obrigação de cuidar de vocês, sem a real necessidade, óbvio. Com isso, não devemos esquecer de cultivar a relação de marido e mulher, independente da de pai e mãe.

Enfim, apesar de parecer um "receituário sobre como ter um bom relacionamento amoroso", longe disso!!! Sendo o que eu penso, não quer dizer que seja o melhor para o(a) leitor(a), mas dividindo com vocês meu posicionamento, posso levar-lhes mais um olhar sobre o tema. E também tenho plena consciência de que falar é fácil, mas vivenciar é que é difícil, pois tudo vai depender muito de nosso projeto de vida, nossa auto-imagem e auto-estima e o quanto temos ou não consciência reflexiva do como estamos construindo nossa existência.

Ah! Só mais uma coisinha: muito cuidado com as ideologias desses tipos de filmes, apesar de muitos viverem à luz desse tipo de "verdade", não é a única maneira de se construir um relacionamento amoroso!

Um abraço a todos(as)!!
Sylvia